Lançamento do livro Panorama da Arquitetura Habitacional em Cabo Verde

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O lançamento será online via Zoom, simultâneo em diversos países, dia 01 de dezembro, às 17h00 de Cabo Verde.  O livro é da autoria das arquitetas Patricia Anahory e Andréia Moassab, e será apresentado por Ângela Mingas (Angola) e Fábio Velame (Brasil), além de contar, na atividade de lançamento, com a presença de autoridades, colaboradores da pesquisa e de N'dira Cabral, da cantora Lúcia Cardoso e do artista multimédia Cesar Schofield.

Depois de mais de dez anos de trabalho, as autoras do livro, com a colaboração de muitas pessoas ao longo de todos estes anos, finalizam este material extremamente significativo para a arquitetura de um modo geral, devido ao método inovador que propõem, e para todas e todos interessados em debater arquitetura africana, longe dos estereótipos do eurocentrismo tão comum nessa área. O livro, editado pela Universidade de Cabo Verde, é um publicação em e-book, que ficará disponível para download gratuito na página web da UniCV, após o lançamento. 

Entendemos que a importância de um estudo desta natureza é investigar os hábitos de morar da população, com o objetivo de conhecer como estão definidos os espaços de sociabilidade em Cabo Verde, quais os espaços de privacidade e reclusão, como a moradia se relaciona com os espaços de vizinhança e como é a disposição interna das casas, nas suas várias configurações e contextos. Esta publicação apresenta, portanto, um Panorama da Arquitetura Habitacional em Cabo Verde, na qual foram analisadas as tipologias habitacionais de Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Sal, Boa Vista e Maio. Na primeira parte do livro serão apresentados os dados gerais comparados entre as seis ilhas estudadas. Temas de interesse geral da arquitetura habitacional também serão contemplados nesta parte, nomeadamente património arquitetónico, eficiência energética nas construções e as diferenças marcadamente de género tanto na qualidade das moradias quanto no acesso a serviços básicos, mostrando como as mulheres moram pior e têm menos acesso à infraestrutura urbana que os homens. A segunda parte é dedicada a uma descrição e análise das tipologias habitacionais por ilha e uma visão de conjunto sobre os hábitos de morar predominantes em cada uma delas.