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A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), através da Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes (FCSHA), está a realizar, de 13 a 15 de maio, no polo II, as VII Jornadas da Língua Portuguesa, sob o lema “Ensinar e Formar no Século XXI: Leitura, Literatura e Novas Abordagens Pedagógicas”.

A sessão de abertura decorreu na terça-feira, 13 de maio, marcando o início de três dias de conferências, oficinas, apresentações e momentos de reflexão dedicados à leitura, literatura e inovação pedagógica.

Na sua intervenção, o Vice-Reitor para o Planeamento Estratégico, Avaliação e Transformação Institucional da Uni-CV, João Almeida Medina, defendeu a urgência de reinventar a educação e promover uma abordagem mais crítica e criativa do ensino. Segundo afirmou, “o ensino da língua portuguesa, no século XXI, exige que sejamos criativos e ativistas da criatividade”, sublinhando ainda que “reinventar a educação é, em última análise, um ato de liberdade”.

O Vice-Reitor considerou que estas jornadas representam “uma oportunidade soberana de rasgar o lado da estagnação pedagógica”, defendendo uma educação voltada para o diálogo, a reflexão e a capacidade de resolução de problemas, em detrimento da simples reprodução de conteúdos.

Por sua vez, a Vice-Presidente da FCSHA, Cláudia Inocêncio, destacou a importância da leitura no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças e jovens. A responsável salientou a parceria entre a Uni-CV e o Instituto Camões no incentivo à leitura e na criação de bibliotecas escolares em São Vicente.

Segundo explicou, uma campanha de arrecadação de livros realizada em Portugal permitiu reunir cerca de 12 mil livros, contribuindo para equipar cinco bibliotecas na ilha. Ainda assim, alertou que “não basta ter bibliotecas. É preciso incentivar as crianças desde muito cedo a aprenderem a amar a leitura”.

Cláudia Inocêncio chamou ainda atenção para os desafios impostos pelas novas tecnologias e pela leitura digital, defendendo a necessidade de adaptar as metodologias de ensino às novas formas de aprender e comunicar no século XXI.

Já a responsável do Camões – Centro de Língua Portuguesa em Mindelo, Marina Nédio, afirmou que as jornadas pretendem constituir “um espaço de encontro entre professores, estudantes e investigadores”, promovendo o debate de ideias e a partilha de experiências sobre práticas educativas inovadoras e inclusivas.

Durante a sua comunicação, destacou que os temas em debate incluem leitura multimodal, paisagens linguísticas, formação de leitores, educação literária, literatura infantojuvenil, supervisão pedagógica e formação de professores. Para Marina, “a leitura e a literatura continuam a desempenhar um papel fundamental na construção do pensamento crítico, da criatividade, da sensibilidade cultural e da cidadania”.

O programa das jornadas prossegue nesta quinta e sexta-feira com conferências, oficinas simultâneas, apresentações de livros e painéis.

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