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A Universidade de Cabo Verde recebeu, no dia 10 de setembro de 2026, a equipa de consultoria do Ministério da Economia, Comércio, Indústria e Transição Digital, numa sessão de trabalho integrada no diagnóstico do ecossistema digital de Cabo Verde.

A visita faz parte de um rapid assessment ao setor digital, conduzido pelo consultor Christophe Le Chevallier no quadro de uma assistência técnica ao Ministério. O trabalho passa por mapear o que já está em marcha, levantar as soluções digitais em uso ou em desenvolvimento e ouvir universidades, empresas e outros atores do ecossistema tecnológico nacional.

À mesa, a Uni-CV expôs o ponto em que está o seu processo de transformação digital e defendeu a passagem a uma abordagem integrada. Modernização administrativa, interoperabilidade, conectividade, ligação entre sistemas académicos e administrativos, cibersegurança, gestão de dados e experiência digital dos estudantes foram tratados como um só dossiê, e não como projetos soltos.

Estas prioridades estão no Plano Plurianual de Atividades 2026-2030, que aponta para uma universidade digitalmente integrada, com serviços mais simples, infraestruturas tecnológicas capazes de aguentar o crescimento e decisões mais apoiadas em dados.

No encontro entraram também a rede académica e o preço da conectividade, a hipótese de instituições públicas partilharem infraestruturas tecnológicas e a necessidade de ligar melhor a Universidade aos serviços do Estado, sobretudo no que toca ao percurso académico dos estudantes.

Do lado da Uni-CV estiveram o Conselheiro Estratégico António Lobo de Pina, que conduziu a reunião, o Diretor dos Serviços Técnicos e de Informática, Gilson Martins, a Coordenadora do Grupo Disciplinar de Informática e Tecnologia Multimédia, Cleonice Gomes Moreira, e Érico Pinheiro Fortes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia em São Vicente e presidente da Casa das Ciências do Mindelo.

O diagnóstico chega num momento em que Cabo Verde quer imprimir ritmo à transformação digital. Em agosto, o próprio Ministério da Economia juntou numa consulta estratégica representantes da Administração Pública, setor privado, academia e ecossistema tecnológico para definir prioridades e desafios da próxima etapa.