
A partir de setembro, os diplomatas cabo-verdianos vão poder aprender mandarim no Laboratório de Línguas do Instituto Diplomático de Cabo Verde (IDCV). O arranque das aulas foi definido numa reunião realizada a 30 de junho, às 10h00, nas instalações do Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde, entre representantes das duas instituições, e fica condicionado à assinatura de um protocolo de cooperação.
A iniciativa parte do IDCV, que procurou o Instituto Confúcio tendo em conta a relação diplomática entre Cabo Verde e a China e a frequente colocação de diplomatas cabo-verdianos naquele país, onde precisam de pelo menos conhecimentos básicos da língua chinesa para se integrarem e comunicarem. No encontro, as duas partes discutiram o papel do laboratório na preparação dos diplomatas para negociação e representação em contextos internacionais.
No âmbito da parceria, o Instituto Confúcio compromete-se a disponibilizar docentes responsáveis pela elaboração de um programa curricular que incluirá negociação, expressão escrita, segurança cibernética e outras competências relevantes para a atividade diplomática. Os conteúdos programáticos ficarão a cargo da docente do Instituto Confúcio, Prof.ª Kong Qingqing.
As aulas terão lugar no Laboratório de Línguas do IDCV, com capacidade para cerca de 20 alunos, com início previsto para setembro, após a assinatura do protocolo de cooperação.
O Diretor-Geral do IDCV, António Nascimento, adiantou que, além do regime presencial, vai haver uma plataforma digital onde a docente poderá carregar os conteúdos em formato online. Isso vai permitir que os diplomatas em missão no estrangeiro também tenham acesso aos materiais e às sessões.
O Laboratório de Línguas do IDCV está equipado com projetores, auscultadores e cabines insonorizadas, equipamento que, segundo Nascimento, vai facilitar a aprendizagem.