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O I Congresso Cabo-verdiano sobre Educação Inclusiva (ConCEI), “Desafiando os Caminhos da Educação Inclusiva em Cabo Verde”, que se realizou nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2014, teve uma avaliação entre “boa” e "excelente" da parte dos participantes, de acordo com um estudo realizado pela organização do evento.

Conheça o estudo

O Congresso, que foi realizado no Campus do Palmarejo da Uni-CV, na cidade da Praia, foi o resultado de uma parceria entre a Universidade de Cabo Verde-DCSH e a Universidade do Minho-Instituto de Educação-Cied, Braga, Portugal. O evento colocou em debate: “Educação de crianças e adolescentes com necessidades especiais”, “Políticas de Educação Inclusiva”, “Formação e Desafios em Educação Inclusiva, “Recursos Tecnológicos e Familiares Inclusivos”, “Intervenção precoce: um direito universal para a inclusão”, “Organização de Serviços Inclusivos”, “Práticas Inclusivas”, “Ambientes inclusivos” e “A modelação do discurso educativo em Cabo Verde: marcos temporais da exclusão social à educação inclusiva”.

As participações tiveram uma grande diversidade de nacionalidades: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, num espaço que foi pensado para dar lugar à partilha de experiências e criação de redes de investigação.

"Eu penso que o grande desafio neste momento é começarmos a pensar em desenvolver novos modelos e a instituição preparar-se para receber toda a população", afirmou a Reitora da Universidade de Cabo Verde, a professora Judite Medina do Nascimento, durante a sessão de inauguração do evento, em contraposição ao cenário actual em que ainda é o aluno que se tem de adaptar às condições dos espaços que frequenta.

O evento teve 46 comunicações orais e de posters submetidas e contou com 140 participantes inscritos.

O I Congresso Cabo-verdiano de Educação Inclusiva foi um trabalho que teve como principais autores o professor Filomeno Tavares da Universidade de Cabo Verde e a professora Ana Paula Loução Martins, da Universidade do Minho. A segunda edição do evento deverá ser pensada para 2015.

“Consideramos que em Cabo Verde temos avançado muito em relação à Educação Inclusiva, nalguns aspectos. Cito por exemplo o quadro jurídico, que é bastante favorável nesta matéria. Os princípios gerais de acesso, não discriminação, estão nas leis gerais do país nomeadamente na Constituição da República, na Lei de Bases do Sistema Educativo, entre outros. Contudo, a formação de professores, os recursos materiais e equipamentos específicos bem como a sensibilização da população são aspectos que ainda merecem alguma atenção”, afirmaram os professores Filomeno Tavares e Ana Paula Loução Martins.

“Consideramos que este congresso pode ter contribuído para melhorar a Educação Inclusiva em Cabo Verde na medida em que reuniu profissionais e membros da sociedade durante dois dias debateram o tema, levantaram questões, ficaram a conhecer as políticas e as práticas baseadas na investigação que atualmente são disseminadas em revistas, livros, sites e em congressos mundiais. (…) A dinâmica criada e os contactos realizados poderá a curto prazo possibilitar propostas a nível de formação pós-graduada de professores em educação especial, entre outros”, concluíram os dois investigadores.

Em resultado da realização do Congresso vão ser editados 23 dos textos enviados pelos participantes numa publicação em versão digital. A edição será realizada de forma conjunta entre da Universidade de Cabo Verde e do Centro de Investigação em Educação, da Universidade do Minho. A composição e grafismo vai ficar à responsabilidade do Gabinete de Comunicação e Imagem da Uni-CV.

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