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A conferência começa analisando o processo histórico de desapropriação política da soberania africana e pilhagem econômica de recursos africanos. Também é dada ênfase ao imperialismo cultural e ao genocídio contra o povo africano; sendo o conceito de Maafa ou Holocausto Africano (Roberson, Ed. 1995; 1996a; 1996b) e o da Síndrome Pós-Traumático do Escravo (DeGruy Leary, 2005), centrais para esse empreendimento de despersonalização e alienação intelectual e cultural. No mesmo contexto, processos de geração, disseminação e utilização de conhecimento ocorrem em “países em desenvolvimento”, de acordo com regras e processos sintomáticos de uma lógica de "perpetuação do Pacto Colonial" (Hountondji, P. 1998). O esforço para descompactar, dentro deste contexto, apostas e desafios específicos para o Renascimento Africano, envolve uma análise aprofundada de algumas modalidades operacionais do Holocausto Africano, que incluem: o sequestro dos sistemas educacionais africanos, a desqualificação e marginalização das línguas e culturas indígenas africanas, e a imposição da religião no lugar da espiritualidade original africana.

De seguida, o conferencista analisa o Renascimento Africano e o Pan-Africanismo dentro do contexto da Globalização: um contexto duma civilização mundial ainda dominada por interesses nacionais conflitantes; e em que questões de segurança militar determinam a possibilidade de sucesso ou fracasso das estratégias nacionais de desenvolvimento econômico; enquanto o aproveitamento do conhecimento científico e da informação e tecnologia, desempenha um papel fundamental na riqueza das nações e no equilíbrio de poderes em todo o mundo.

Prof. Samba Buri MBOUP foi educado na Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar e na França. Ele obteve um doutoramento em Literatura General & Comparativa (Tese sobre literatura e oratura wolof), e um diploma universitário em Suaíli / Língua e Civilização Bantu, ambos da Universidade de Sorbonne, Paris. Ele fala francês, inglês, português, espanhol, bem como Wolof (língua materna) e Suaíli (língua oficial da União Africana). 

Actualmente Professor associado do Centro de Estudos Diplomáticos e Estratégicos e Chefe do Departamento de Línguas e Cultura do Instituto Pan-Africano de Cultura e Pesquisa de Yène (Senegal), ele também é membro fundador do Thabo Mbeki African Leadership Institute. Ex-Professor associado da Universidade da África do Sul (UNISA) de outubro de 2006 a dezembro de 2012, o Dr. Mboup também actuou como Embaixador do Senegal na África Austral e no Oceano Índico (agosto de 2001/julho de 2006). Nessa qualidade, foi membro cooptado do Comité Directivo e uma pessoa-recurso (perito) para NEPAD nas áreas de educação e governação.



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2ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO POLO DA CÁTEDRA UNESCO

 Memória Histórica e Vida Social nos Espaços Urbano-Rurais Luso-Africanos Campus do Palmarejo/Cidade da Praia – 10/03/2020 das 08:30 às 14:30 ENQUADRAMENTO 

Memória enquanto aquilo que foi vivido e sempre lembrado pelos grupos viventes é vista pela história na sua complexidade, devido à riqueza dos seus elementos e, consequentemente, com pertinência para o conhecimento. A memória histórica presenta-se como um processo de apropriação de fatos que ocorrem de forma ativa e dinâmica, até mesmo interativa, considerando a vida social do sujeito. Com isso, parte de construções referenciais de passado e do presente, para se poder observar, neste contexto, as diferentes perspetivas e posicionamentos dos grupos sociais, nos mundos urbanos e rurais. Na relação entre os mundos rural e urbano nos espaços luso-africanos, procura-se entender, por um lado, as dinâmicas urbanas relacionadas, antes de tudo, com a organização do território para responder às demandas sociais. Por outro lado, referindo-se ao mundo rural, este estrutura-se em torno de atividades onde se ressaltam, entre outras, aquelas que têm a ver com as questões agrárias e toda uma normatividade que procura responder às conflitualidades que, geralmente, são variadas. A conferência envolverá entre outros, quatro investigadores ligados ao Projecto RESISTANCE, uma das quais estrangeira e vai analisar, em ambiente de interdisciplinaridade, as referenciadas realidades dos mundos rural e urbano em espaços luso-africanos, incluindo a forma como a paisagem rural se apresenta para refletir as dinâmicas históricas, harmonias ou incongruências entre as características naturais e as atividades quotidianas bem como as formas como se estruturaram os assentamentos humanos, sobretudo nos meios rurais. Possibilitará, igualmente, refletir as relações entre grupos sociais e panoramas citadinos, em grande medida, construídas à revelia dos necessários equilíbrios entre o homem e o meio ambiente. O evento, que sucede à Primeira Conferência Internacional realizada pela Cátedra UNESCO de História e Património, no ano passado na Cidade Velha, realizado este ano pela Uni-CV, através da FCSHA e da Cátedra UNESCO, permitirá uma discussão com o fim de se perceber até que ponto os desafios colocados no passado e nos tempos de hoje à vida social, nos mundos urbanos e rurais de espaços luso-africanos, têm respostas nos modos de vida, nas atitudes e comportamentos humanos em relação ao meio bem assim, nas políticas públicas. Será, igualmente, oportunidade para a apresentação de alguns resultados de pesquisa no âmbito do Projeto RESISTACE/Uni-CV. 

PÚBLICO-ALVO:

 

  • Comunidade académica da Uni-CV em geral, Professores de História no Ensino Secundário na Praia e interessados na matéria, estudantes, sobretudo os afetos à FCSHA.

 ORGANIZAÇÃO: membros da Cátedra UNESCO de História e Património e do Projeto RESISTANCE/Uni-CV


Sex. Mar. 20, 2020 @ 8:00AM



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Sex. Mar. 20, 2020 @ 8:00AM



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A conferência começa analisando o processo histórico de desapropriação política da soberania africana e pilhagem econômica de recursos africanos. Também é dada ênfase ao imperialismo cultural e ao genocídio contra o povo africano; sendo o conceito de Maafa ou Holocausto Africano (Roberson, Ed. 1995; 1996a; 1996b) e o da Síndrome Pós-Traumático do Escravo (DeGruy Leary, 2005), centrais para esse empreendimento de despersonalização e alienação intelectual e cultural. No mesmo contexto, processos de geração, disseminação e utilização de conhecimento ocorrem em “países em desenvolvimento”, de acordo com regras e processos sintomáticos de uma lógica de "perpetuação do Pacto Colonial" (Hountondji, P. 1998). O esforço para descompactar, dentro deste contexto, apostas e desafios específicos para o Renascimento Africano, envolve uma análise aprofundada de algumas modalidades operacionais do Holocausto Africano, que incluem: o sequestro dos sistemas educacionais africanos, a desqualificação e marginalização das línguas e culturas indígenas africanas, e a imposição da religião no lugar da espiritualidade original africana.

De seguida, o conferencista analisa o Renascimento Africano e o Pan-Africanismo dentro do contexto da Globalização: um contexto duma civilização mundial ainda dominada por interesses nacionais conflitantes; e em que questões de segurança militar determinam a possibilidade de sucesso ou fracasso das estratégias nacionais de desenvolvimento econômico; enquanto o aproveitamento do conhecimento científico e da informação e tecnologia, desempenha um papel fundamental na riqueza das nações e no equilíbrio de poderes em todo o mundo.

Prof. Samba Buri MBOUP foi educado na Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar e na França. Ele obteve um doutoramento em Literatura General & Comparativa (Tese sobre literatura e oratura wolof), e um diploma universitário em Suaíli / Língua e Civilização Bantu, ambos da Universidade de Sorbonne, Paris. Ele fala francês, inglês, português, espanhol, bem como Wolof (língua materna) e Suaíli (língua oficial da União Africana). 

Actualmente Professor associado do Centro de Estudos Diplomáticos e Estratégicos e Chefe do Departamento de Línguas e Cultura do Instituto Pan-Africano de Cultura e Pesquisa de Yène (Senegal), ele também é membro fundador do Thabo Mbeki African Leadership Institute. Ex-Professor associado da Universidade da África do Sul (UNISA) de outubro de 2006 a dezembro de 2012, o Dr. Mboup também actuou como Embaixador do Senegal na África Austral e no Oceano Índico (agosto de 2001/julho de 2006). Nessa qualidade, foi membro cooptado do Comité Directivo e uma pessoa-recurso (perito) para NEPAD nas áreas de educação e governação.



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