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A Universidade de Cabo Verde está a trabalhar para transformar todos os espaços verdes do Novo Campus, Palmarejo Grande, em campus de ensaios para aulas práticas e também construção de um grande jardim botânico à volta dos edifícios, com todas as plantas endémicas de Cabo Verde e também todas as que foram trazidas pelos navegadores quando o arquipélago foi descoberto e povoado. 

Estas informações foram ditas pela Reitora, Judite Medina do Nascimento, hoje, 17 de junho, na sequência da campanha de plantação de árvores sob o lema “uma planta, uma vida” no âmbito da comemoração ao Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação. Segundo a mesma esta é uma das iniciativas enquadradas no programa de construção de uma universidade saudável e amiga do ambiente tendo iniciado a plantação no dia 05 de junho, em comemoração ao Dia Mundial do Ambiente.  

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“Estamos a pretender, com esse jardim, promover vários efeitos multiplicadores, inclusive a reutilização das águas, das águas residuais, e um plano de eficiência energética que temos vindo a pensar há muitos anos”, avançou a Reitora.

Segundo diz o docente José Maria Semedo, responsável pela criação do plano de enverdejamento do Campus, a ideia de criar um jardim botânico é um desafio para a própria universidade. “A universidade tem esse desafio. É difícil apostar numa zona árida? Esse é o nosso problema, porque como uma universidade devemos ultrapassar o problema da seca e desertificação, se não falhamos. Temos que fazer um jardim botânico em zona árida e difícil porque somos uma universidade”, reforça. 

Presente do ato da Campanha, o Ministro-Conselheiro da Embaixada da República Federativa do Brasil, Pedro Paulo d´Escragnolle-Taunay, diz que foi um grande prazer poder colaborar com a Universidade de Cabo Verde e ter o privilégio de estar no Novo Campus a plantar uma árvore. Ainda avançou que a Embaixada do Brasil terá muito gosto em continuar a colaborar com a Uni-CV e que o processo foi um pouco afetado por causa da pandemia. “Nós estamos aguardando o estabelecimento de linhas de navegação porque isso proporcionará o meio de transporte em quantidade de mudas do Nordeste do Brasil, que também é uma região árida, acreditamos que as plantas de lá conseguem adaptar bem ao solo de Cabo Verde”, disse. 

O mesmo deixa bem claro que a Universidade de Cabo Verde pode contar com a Embaixada do Brasil até sempre. “A nossa cooperação com a Universidade de Cabo Verde é o nosso principal vínculo nessa área de colaboração entre os dois países, não fazemos nada sem falar com a Universidade de Cabo Verde e temos muito gosto disso”, acrescenta. 

Para concretização deste projeto a Universidade de Cabo Verde contou com a colaboração de vários parceiros, tais como Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, Ministério da Agricultura e Ambiente, União Europeia, Câmara Municipal da Praia, INIDA e Ministério da Educação.  

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São 22 mil plantas previstas em todo o projeto, segundo diz a pró-reitora para Extensão Universitária, Maria de Lourdes Gonçalves, que tem dinamizado a campanha deste projeto já estão plantadas cerca de 600 plantas. Pensa-se em continuar com a campanha em todos os meses, aproveitar um sábado para fazer plantação, até chegar a meta estipulada de 22 mil plantas. 

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A ideia é ter na envolvência da universidade um jardim botânico que tem função não só académica de investigação, como também de embelezamento.

Hoje foi o dia das plantas frutíferas e das plantas endémicas de Cabo Verde. 

O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrado pela primeira vez em 1995. A missão desta data é conscientizar a população internacional sobre o processo de desertificação e os efeitos negativos que a seca pode provocar a nível regional e mundial.

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