montagem manifestacao unicv

Vários estudantes, professores e funcionários, membros da comunidade académica da Uni-CV, reuniram-se para participar na manifestação que aconteceu na segunda-feira à frente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, contra o Novo Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos que recebeu a unanimidade dos deputados nacionais na Assembleia Nacional. A organização da participação do pessoal da Uni-CV na manifestação foi realizada pela Associação Académica da Uni-CV.

Adilson Barbosa, Presidente da ACAD, realçou a importância da participação cívica dos universitários nesta luta que é uma causa de todos os Cabo-verdianos. Questionado sobre a motivação da participação nessa luta ele diz: ‘’simplesmente sou um cidadão preocupado com a situação do país.’’ A organização da manifestação, o Movimento de Ação Cívica denominado MAC, pediu que cada instituição esteja representada e foi nesta ótica, que os estudantes da Uni-CV decidiram participar, organizados pela ACAD.

Além da participação dos alunos, também esteve presente um grupo de batucada. O pessoal da Uni-CV partiu do Campus eram cerca de 16 horas, directamente para a Achada de Santo António, em frente à Assembleia, onde decorreu a manifestação. Da Escola de Negócios e Governação, na Achada Santo António, também partiram os funcionários, estudantes e professores indignados com a medida para se fazerem ouvir em frente à Assembleia.

Num momento em que o país passa por uma situação de maiores dificuldades, relacionadas com factores de ordem natural, económica e social: a ilha do Fogo com dificuldades de vária ordem, devido à erupção vulcânica; a fraca queda das chuvas decorrente no ano passado; a dívida externa acentuada; o desemprego juvenil que assume uma taxa exorbitante; e ainda assim assistimos um aumento na ordem de 60 por cento do vencimento dos Deputados Nacionais. É por isso mesmo, que os cidadãos saíram à rua em vários pontos do país e na diáspora para apelar ao veto do Presidente da República. O que mais se reclamou foi o facto de os aumentos terem sido feitos apenas na Assembleia e se terem esquecido de priorizar outras classes sociais economicamente mais frágeis.

Ao cidadão cabe ir às ruas e exigir o bom uso dos seus bens públicos; ao político analisarem até que ponto esse novo estatuto trará benefícios para o país; se o povo tem na mão o poder então já é hora de pôr em prática essa soberania popular.

Até que ponto os anseios do povo são auscultados pela classe que governa, se a participação das pessoas nas decisões políticas foi por anos o calcanhar do cabo-verdiano, esta é a altura de todos apressarem e tornarem possível uma participação mais expressiva de que um simples voto.

Anilton Carvalho

Estudante do 1º ano do curso de Jornalismo

Pin It