CIDLOT/UNICV, vem por este meio convidá-lo(a) a assistir 17ª e 18ª conferências no quadro da 3ª edição do Ciclo de Conferências Cidades e globalização: perspetivas a partir do Sul Global que terão lugar dia 15/10/2013, a partir das 09h00 no Auditório da Reitoria da UniCV, no Plateau.

As conferências serão proferidas pelos Professores Doutores MANUEL VEIGA e LOURENÇO GOMES do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Cabo Verde.

 PROGRAMA | CONFERÊNCIA: CIDADES E GLOBALIZAÇÃO  - 15/10/2013 - 9hoo Auditório da Reitoria da UniCV- Plateau

 PROGRAMA

9:00 - Mensagem de boas-vindas pela Diretora do CIDLOT - Doutora Judite Nascimento.

9:10 - Apresentação do Professor Doutor Lourenço Gomes pelo moderador, Professor Doutor Arlindo Mendes  (DCSH - Universidade de Cabo Verde).

9:15 - Conferência sob o título: "Cidade da Ribeira Brava – S. Nicolau : Um contributo para a História do Urbanismo, Arquitectura e Artes Decorativas". Conferencista - Doutor LOURENÇO GOMES, do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Cabo Verde

9:50 - Debate
10:10 - Apresentação da Professor Doutor Manuel Veiga pelo moderador, Professor Emanuel de Pina ( DCSH - Universidade de Cabo Verde).

10:15- Conferência sob o título "A Importância Pedagógica da Construção do Bilinguismo em Cabo Verde", pelo Professor Doutor MANUEL VEIGA( DCSH - Universidade de Cabo Verde).

10:50 - Debate

11:10 – Encerramento pelo Professor Salif Diallo Silva - (Coordenador da Investigação - CIDLOT)

 

RESUMOS E BIOGRAFIAS | CONFERÊNCIA: CIDADES E GLOBALIZAÇÃO

Conferência 1 -

Doutor LOURENÇO GOMES, do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Cabo Verde. A conferência será subordinada ao título "Cidade da Ribeira Brava – S. Nicolau : Um contributo para a História do Urbanismo, Arquitectura e Artes Decorativas".

 RESUMO DA CONFERÊNCIA

 A Ribeira Brava é hoje uma cidade que pode ser descrita como um sítio histórico, inserido num espaço geográfico bem característico e tem uma história à qual se liga o passado da ilha de S. Nicolau. O seu centro histórico, constituiu a primeira experiência de reconhecimento de um bem como património nacional em Cabo Verde, após a Independência Nacional.

É possível observar ainda vestígios da permanência, no tempo, de uma identidade própria na área urbana mais antiga do burgo (aglomerado adjacente ao local, toponimicamente, conhecido como "Passagem") e eixos urbanos (largos ou praças e ruas) bem representativos do passado desta urbe, sendo de se realçar, nos mesmos eixos, obras de arte pública decorativa e edifícios históricos bem imponentes nas suas envolvências. Em primeiro lugar, é possível descrever e analisar, no largo do Terreiro, de grande simbolismo pela sua funcionalidade em todos os tempos, além da graciosa obra de arte pública decorativa, que é o busto oitocentista do Dr. Júlio, construções com estéticas arquitectónicas bem definidas. Desde aquela de cariz religioso (a monumental e a Neoclássica-romântica Igreja de Nossa Senhora do Rosário – última remodelação, no século XIX, em 1898), passando-se para, uma composição para fins educativos (Escola Central-1948) e as bem expressivas construções civis (casas senhoriais sobre as quais são referenciadas, entre muitas outras, mais dois exemplares de construções habitacionais desta tipologia (datadas de finais do século XVIII, inícios do Séc. XIX), na Rua Direita, dotada esta de especificidade própria, na Cidade.

Os olhares podem ainda ser dirigidos às duas praças da área descaída para o lado oriental da Cidade. Aí é realçado, uma vez mais, o espírito decorativo da cidade, representado pela presença de um belo chafariz antigo, que se encontra muito bem preservado e se assemelha ao ornamento de uma habitação, (numa analogia da praça numa cidade, como sala de visitas de uma casa), bem como a estátua do escritor Dr. Baltazar Lopes da Silva, impregnada de forte realismo, no trabalho escultórico de leão Lopes. Nesta área urbana impõem-se, com reverência, a praça Cónego Bouças pelo seu ajardinamento, onde se evidencia a presença de árvores frutíferas, como a mangueira (Mangifera índica L.) e a construção de prestígio que é o edifício do Paço do Concelho.

No extremo mais oriental do Centro Histórico referencia-se o simbolismo da obra arquitectónica do Seminário/Liceu (com estas funções de 1866 a 1917) que tem, nas suas proximidades, aquilo que pode ser tomado como uma estação ecológico-geológica, o Penedo (topónimo do lugar, por razões óbvias). Sem se exceder nas na evidenciação dos valores histórico-culturais do Centro Histórico da Ribeira Brava, importa, além do eixo urbano que é o Largo de Nossa Senhora da Graça, (bairro de S. João), de grande simbolismo religioso do passado ainda evidente no elemento especial de ornamentação desse eixo (a estatueta de Nossa Senhora), aludir-se à bela Enfermaria Regional (1947) que se evidencia não só pelo especial interesse histórico-cultural que encerra, mas também, por ser uma peculiar composição arquitectural que constitui a expressão mais viva da estética arquitectónica Déco em S. Nicolau. Evidente se torna realçar que nas proximidades desta obra arquitectónica de cariz sócio sanitário, não passa despercebida, ao observador, a não menos bela edificação (Igreja do Nazareno (1984), expressiva da cultura religiosa protestante na ilha.

 

Moderador: Professor Doutor Arlindo Mendes - DCSH, Universidade de Cabo Verde

local: Auditório da Reitoria - Universidade de Cabo Verde

 RESUMO BIOGRÁFICO

Lourenço Conceição Gomes é Doutor em História pela Universidade Portucalense - Porto em 2008 e, actualmente, desempenha as funções de docente e Coordenador da Área/Curso de História. É Presidente da "The Antonio de Noli Academic Society" e membro fundador da Cátedra Amílcar Cabral na Uni-CV. Além de publicações em revistas de especialidade deu à estampa três obras bibliográficas: "Urbe Memória e Crítica da Arte", das Edições Uni-CV, Nhô N'Ton Julinhe e Nhô Candinhe: duas referências do Património Cultural da Ilha de S. Nicolau" (co-autoria), editado pela Colibri Edições, de Portugal, ambas publicadas em 2011, Da Noli a CappoVerde. Genova, Editora Sabatteli, (co-autoria), em 2013.

 Conferência 2

Doutor MANUEL VEIGA, do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Cabo Verde. A conferência será subordinada ao título "A Importância Pedagógica da Construção do Bilinguismo em Cabo Verde".

RESUMO BIOGRÁFICO

Manuel Veiga é doutor em linguística na Universidade francesa de Aix-en-Provence, com uma tese de análise descritiva e contrastiva sobre o crioulo de Cabo Verde.

Foi, sucessivamente, director-geral da Cultura, director-geral do Património Cultural, presidente do Instituto Nacional da Cultura. Foi responsável do Departamento de Linguística durante vários anos e Presidente do Grupo de Padronização da Língua Caboverdiana, grupo este proponente do ALUPEC (alfabeto unificado para a escrita do caboverdiano).

Foi deputado à Assembleia Nacional na 6ª e 7ª legislatura. Foi presidente da Comissão Especializada de Educação, Ciência e Cultura durante a 6ª legislatura. Foi Vice-Presidente do Fórum Africano de Parlamentares para a Educação. Foi membro do Bureau do Parlamento da CEDEAO (2003-2004). Foi Vice-Presidente do Comité Internacional de Estudos Crioulos (1996-2005). É membro fundador da Associação de Escritores Caboverdianos.

Publicou dezenas de ensaios e de artigos na área da linguística e da cultura, em revistas nacionais e estrangeiras. Para além do romance Odju d'Agu (1987), em crioulo, e do romance Díario das Ilhas (1997, em português; escreveu Diskrison Strutural di Língua Kabuverdianu (1982); A Sementeira (1994); Introdução à Gramática do Crioulo (1995 e 1996); Le Créole du CapVert: Etude Grammaticale Descriptive et Contrastive, 2000; O Caboverdiano em 45 Lições, 2002; A Construção do Bilinguismo (2004), que ganhou o Primeiro lugar do Prémio do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa em Moçambique; O Dicionário Caboverdiano-Português é o seu nono livro publicado, sendo a 1ª edição de 2011 e a 2ª de 2012; coordenadou a edição da obra Cabo Verde – Insularidade e Literatura e que foi traduzido em França para Cap-Vert: Insularité et Litérature , 1998.

Exerceu funções de Ministro da Cultura de 2004-2010. Actualmente é professor associado da Universidade de Cabo Verde e coordenador do curso de Mestrado em Crioulística e Língua Caboverdiana, na mesma Universidade. Ainda na mesma Universidade é professor de Linguística Caboverdiana, de Língua Caboverdiana e de Tradução e Técnicas de Expressão em Crioulo. Em Novembro de 2012 foi nomeado Director da Cátedra Amílcar Cabral, na Uni-CV. É ainda membro da Cátedra Baltasar Lopes. No passado mês de Julho, foi eleito Vice-Presidente da Mesa de Assembleia da Academia Caboverdiana de Letras.

É cidadão honorário da Cidade de Ribeira Grande de Santiago, pelo contributo dado no reconhecimento da Cidade Velha como Património da Humanidade. Foi distinguido, em 2009, pelo canal de televisão TIVER como uma das figuras de sucesso, no plano cultural.

Recebeu, por três vezes, o Prémio Língua Caboverdiana, da Associação de Escritores Caboverdianos. Foi condecorado com a medalha de Mérito e com a Medalha do Vulcão, respectivamente, pelos Presidentes da República António Mascarenhas Monteiro e Pedro Verona Rodrigues Pires.

 RESUMO DA CONFERÊNCIA

Na abordagem deste tema, o autor pretende analisar as seguintes questões:

a) O Crioulo como Língua Materna;

b) O Crioulo e a Diglossia;

c) A Importância Pedagógica da Construção de um Real Bilinguismo.

No tratamento das questões, o autor irá fazer o ponto de situação e abrir perspectivas para o futuro.

Moderador: Professor Emanuel de Pina - DCSH, Universidade de Cabo Verde

 local: Auditório da Reitoria - Universidade de Cabo Verde

Mais informações em http://cidadeseglobalizacao.wordpress.com

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