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Reproduzimos aqui a mensagem da docente da Faculdade de Educação e do Desporto, São Vicente, Diara Rocha à comunidade académica sobre coronavírus. 

"Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família identificada na década de 1960. São vírus que infetam pessoas e animais e causam infeções respiratórias semelhantes aos resfriados comuns e a diarreia. 

Em 2002, foi localizada uma variante agressiva do vírus, o SARS-CoV, responsável pelo aparecimento da síndrome respiratória aguda grave (SARS), na China. Em 2012 foi isolada pela primeira vez em humanos outra variante de coronavírus, o MERS-CoV, num paciente da Arábia Saudita que, além dos sintomas respiratórios, apresentava uma forma grave de pneumonia e complicações renais. Esta variante foi responsável pela síndrome respiratória do Oriente Médio, ou MERS. 

No final de 2019 uma nova variante de coronavírus foi identificado em humanos na cidade chinesa de Wahan e a doença por ele provocada, foi designada pela OMS de COVID-19. 

A sua transmissão ocorre habitualmente por via aérea ou contato com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro e tosse.

Está confirmado que a COVID-19 é uma zoonose e que a transmissão homem a homem ocorre de forma continuada. O reservatório animal bem como a fonte animal de transmissão para humanos continua em estudo. 

O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios e para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detete o RNA viral. 

Trata-se de uma doença para o qual ainda não existe um tratamento específico nem vacina. Por isso, é absolutamente necessário cumprir as medidas de prevenção que consistem no isolamento social, para evitar a propagação do vírus e, higiene regular pessoal e das superfícies, sobretudo a lavagem das mãos, várias vezes ao dia, com água e sabão.

A minha mensagem final é que ao olhar para as estatísticas datada de dois de abril de 2020, 

  • Total confirmados no mundo: 1,039,158
  • Total de mortes: 55,163
  • 181 países /regiões

possamos refletir sobre as nossas atitudes, unir as nossas forças cumprindo rigorosamente a quarentena, e unir o nosso conhecimento científico no combate a este novo vírus, por exemplo pesquisando fontes de informação fiáveis para partilhar sempre que possível nas redes sociais, ajudando deste modo as pessoas que estão menos informadas."