O artigo do professor e investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni-CV, Wilson Monteiro, intitulado “Mathematical Modelling of Dynamic Behavior of Droplets of Saliva as a Vehicles for Respiratory Pathogens Transmission”, foi recentemente publicado na American Scientific Research Journal for Engineering, Technology, and Sciences (ASRJETS).

O artigo, desenvolvido em colaboração com os investigadores da Agência Reguladora Multi-sectorial da Economia, Maurício Monteiro, e da Inspeção-Geral das Atividades Económicas, Elisângelo Monteiro, analisa o comportamento dinâmico das gotículas e o efeito da temperatura do ar ambiental no tempo de queda e na velocidade horizontal, destacando alguns aspetos que melhoram a luta contra a disseminação dos peptógenos respiratórios, como o COVID-19, entre humanos.

O estudo traz à luz importantes mecanismos de defesa contra a propagação da doença respiratória, através de uma correta compreensão do comportamento dinâmico das gotículas, e este é o principal objetivo deste trabalho. Os resultados mostram que o ar atua como importante meio de resistência reduzindo, rapidamente, a velocidade horizontal das gotículas e aumentando seu tempo de queda. As gotículas atingem seu alcance máximo rapidamente, pelo que, o intervalo de tempo em que seu deslocamento vertical é insignificante. Isto significa que as gotículas atacam diretamente a cara de quem está parado, ao alcance das gotas, quando um indivíduo encontra-se frente a frente com outro que espirra ou tosse e isso pode aumentar, significativamente, a probabilidade do contágio. Pode alcançar uma distância superior a 1,58 m, o que pode colocar em risco até as pessoas que respeitam o distanciamento mínimo real de 1,5 m a 2 m. Quanto maior o diâmetro das gotículas, maior a faixa horizontal. 

A temperatura do ar afeta negativamente o tempo das gotículas. Ou seja, uma temperatura mais alta do ar implica valores mais altos de tempo de queda. No contexto da propagação deste vírus, esta situação torna as pessoas dos países mais quentes mais vulneráveis ​​do que aquelas que vivem em regiões mais frias.

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