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Diana Alves, funcionária da Universidade do Minho, Portugal, esteve num intercâmbio na Universidade de Cabo Verde, de 15 a 19 de julho, no âmbito do programa de mobilidade UMOVE me do Erasmus +.

Com o projeto direcionado para os Serviços Académicos (SAC) e o funcionamento de toda a estrutura dos SAC da Uni-CV, vivenciou um pouco o que é o serviço académico nesta instituição.

Diana Alves trabalha há 20 anos nos Serviços Académicos da Universidade do Minho. Neste momento está a concluir a sua licenciatura em Ciências da Educação na referida Instituição.

Na entrevista concedida ao sítio da Uni-CV, Diana Alves ressaltou que escolheu a Universidade de Cabo Verde para o intercâmbio, porque, sempre teve a curiosidade de saber como funciona o ensino superior em Cabo Verde e, em termos práticos, perceber como os SAC daqui funciona, se era como da Universidade do Minho, se havia coisas muito distintas e se funcionavam com mais ou menos burocracia.

Durante a mobilidade nos SAC notou que há um pouco de burocracia que, no seu entender, pode ser traduzido em algo mais prático e agilizado da melhor maneira. Exemplificou com a emissão de certificados nos serviços académicos da Uni-CV que tem de ser assinado por duas pessoas, pela diretora dos SAC e pelo Presidente da Faculdade onde é feito essa Licenciatura ou Mestrado.

 “Penso que isso é um bocadinho desnecessário, visto que os SAC é que certificam, a minha opinião é que deveria ser simplesmente os SAC em nome da diretora dos SAC ou delegação a um funcionário que devia ter competência para o fazer e não ter de ir ao presidente da faculdade porque, em termos práticos não é viável. Imaginemos, há um concurso, para o dia 25, o estudante teve conhecimento no dia 22 ou 23, como é que um estudante, dirigindo-se a Universidade consegue levar um certificado no dia a seguir ou no próprio dia do concurso? Não consegue. Para o bem do estudante poderiam agilizar este procedimento”.

Quanto a sua experiência com esta mobilidade académica, Diana Alves confessa “A experiência tem sido muito boa, além do enriquecimento profissional que temos sempre. Na Universidade de Cabo Verde com menos conseguem fazer mais, e é isso que os SAC estão a fazer, eles são apenas 10 funcionários, fazem mais”.

“Eu gostei muito de estar cá, tanto funcionários como docentes acabam por ser uma família, todos conhecem, todos cumprimentam da mesma maneira, não há superioridade hierárquica, não vi isso em momento algum” afirmou Diana.

Por fim, Diana Alves reiterou os elogios em relação ao acolhimento e a forma como foi recebida pela Uni-CV: “foi ótima, fui muito bem recebida, vim com uma expetativa nem alta e nem baixa, não sabia o que me esperava, mas fui muito bem recebida”.

Diz que vai levar boas recordações das amizades que fez e da equipa que a acolheu durante o período do intercâmbio que esteve cá. De recordar que o objetivo central da mobilidade é a troca de experiências.

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