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A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e a Fundação Amílcar Cabral (FAC) organizaram uma conversa aberta sobre o legado de Nelson Mandela para recordar os 100 anos desse defensor da liberdade, respondendo ao repto lançado pelo Estado Sul-africano e organizações do mundo inteiro no sentido de organizar atos de celebração do centenário de Nelson Mandela, para render uma singela homenagem a este ilustre africano. O evento aconteceu no dia 06 de dezembro, no auditório do Campus de Palmarejo.

O Auditório do Campus de Palmarejo estava cheio de alunos, professores e convidados, coube a Reitora da Uni-CV, Judite Nascimento, dar as boas vindas a todos os presentes.

Judite Nascimento durante o seu discurso enfatizou os princípios e ideais defendidos por Mandela à custa de sacrifícios pessoais “sobretudo a defesa de um princípio que é um valor, a liberdade do ser humano enquanto ser humano.” Com isso “cabe à Uni-CV defender, divulgar e promover debates e conversar acerca desses valores e princípios ” sublinha.

Judite Nascimento conclui que “Nelson Mandela deixou lições para todas as lideranças mundiais, influenciou o mundo inteiro e nós fazemos questão de valorizar essa memória e as homenagens que são feitas são fundamentadas pelos ideais que defendeu na sua vida política e pessoal”.

O presidente da FAC, Pedro Pires, explicou que a figura de Nelson Mandela é de uma enorme dignidade porque “foi um homem que merece a nossa admiração, o nosso respeito e também merece que seja lembrado como uma das figuras maiores dos africanos pela sua independência e, sobretudo, pela sua dignidade.”

Pedro Pires destacou a forma como Nelson Mandela lutou contra o Apartheid de forma pacífica, numa perspetiva de reconciliação entre as várias comunidades que compõem a Africa do Sul, pois “é uma nação plural por ter várias etnias e várias comunidades, é uma realidade complexa, tendo surgido a ideia de nação arco-íris.“

Silvino Évora, o orador e docente da Uni-CV, por sua vez destacou que “Nelson Mandela inscreveu-se num leque de personalidades que merecem da parte de todos que as suas estátuas estejam plantadas nas praças do mundo.” E que Interpretar o seu legado também “tem que passar por questionar os caminhos que nos fazemos até aqui”.

No seu discurso evidenciou que Mandela sacrificou-se em prol da coletividade, sacrificou a liberdade individual em razão de uma liberdade mais ampla e global. Pois ele “sacrificou a aparente paz momentânea a favor da felicidade geral da sociedade, dimensão ética muito forte que Mandela teve na corporização do seu ideal de uma África livre de preconceitos.”

A conversa aberta, realizada sob o lema “O Legado de Nelson Mandela, a Juventude Africana e o Futuro do Continente”, acontece no âmbito das comemorações do Centenário de Nelson Mandela, assinalado no passado dia 18 de Julho.

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