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A Universidade de Cabo Verde deu à estampa mais uma publicação com o selo Edições Uni-CV, “Cartas de um Sempalhudo”, uma obra do Professor Doutor João Lopes Filho, docente e investigador da Universidade de Cabo Verde. O ato teve lugar no 27 de julho, quinta-feira, no auditório da Reitoria, no Plateau.

O livro “Cartas de um Sempalhudo”, que leva o carimbo de 40 anos da obra literária do autor, foi apresentado pelos Professores Doutores Baltazar Neves e Cláudia Beato, docentes e investigadores da Uni-CV.

O primeiro a fazer o uso da palavra foi o Professor Doutor Baltazar Neves, em que descreveu o autor em breves palavras pelo percurso alçando ao longo dos anos.

“Cartas de um Sempalhudo é o mais recente trabalho e o 29º livro publicado pelo autor, assim sendo o trajeto curricular do autor dispensável qualquer apresentação. Todavia, para os mais jovens, temos o desejo de acrescentar, João Lopes Filho, é detentor da agregação em Antropologia, com especialização em Estudos Africanos e Doutor em Antropologia, ambos pela Universidade Nova de Lisboa”, afirmou.

“Cartas de um Sempalhudo representa uma ação de protesto do cabo-verdiano que se identificava como sendo um Sempalhudo contra os renomados estrangeiros estabelecidos temporariamente em Cabo Verde”, acrescentou.

Por outro lado, a Professora Doutora Cláudia Beato fez uma apresentação com uma abordagem mais coloquial.

“O livro baseia-se na comparação entre as cartas que estão publicadas no boletim oficial, Sempalhudo, oriundo de Cabo Verde que se intitula uma pessoa muito humilde, praticamente um agricultor, mas que escreve bastante bem, fala francês e em 1831, também teria ido a Lisboa. A única coisa que sabemos é que ele não era um morgado, porque era contra os morgadios e afirma várias questões ligadas a isso”, salientou a apresentadora.

Por fim, o autor agradeceu às Edições Uni-CV e fez uma referência muito especial à patrocinadora da obra, a Comissão Nacional das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - (UNESCO), tendo agradecido a presença e participação de todos os envolvidos.

A obra trata-se de uma abordagem comparativa do cruzamento de dois olhares, um exógeno (Chelmicki - estrangeiro) e outro endógeno (Sempalhudo - residente), que conjugados fornecem uma panorâmica bastante pormenorizada da sociedade cabo-verdiana nos meados do Século XIX, que se mostra de muito interesse visto serem raríssimas as informações idênticas no contexto de Cabo Verde.

A obra “Cartas de uma Sempalhudo”, que leva o carimbo dos 40 anos da obra literária do autor, constitui o 4º título da coleção Memória e Património das Edições Uni-CV, que é um segmento que foi criado e se destina a reunir obras sobre a história e a cultura cabo-verdianas, obras que abordam questões do património cultural e material e são veículos de estudos e reflexão, e preservação da memória coletiva.

A sessão foi apresentada pela Diretora das Edições Uni-CV, Dra. Elizabeth Coutinho, e o evento foi concluído com uma longa fila para receber autógrafos.

 

Edições Uni-CV lançam "Cartas de Um Sempalhudo" de João Lopes Filho

As Edições Uni-CV irão dar à estampa mais um título, desta feita, o livro “Cartas de um Sempalhudo”, da autoria do Professor Doutor João Lopes Filho, docente e investigador da Universidade de Cabo Verde. O ato vai ter lugar no próximo dia 27 de julho, quinta-feira, pelas 18h, no auditório da reitoria, no Plateau

Publicado em 1841, a Corografia Cabo-Verdiana ou Descripção Geographico-Historica da Província das Ilhas de Cabo-Verde e Guiné de José Conrado Chelmicki e Francisco Adolfo Varnhagen, provocou a reação de um cabo-verdiano através de um conjunto de cartas divulgadas no Boletim Official do Governo da Província de Cabo Verde entre 1844 e 1845.

Convém referir que, com o aparecimento desse Boletim Official, publicação iniciada na Boa Vista em 24 de Agosto de 1842, além de incluir a documentação oficial, o mesmo possuía um espaço denominado “Parte não Official”, no qual se encontram informações várias, crónicas, textos de ficção e de poesia, para além de artigos de opinião, na medida em que escasseavam no arquipélago publicações onde os autores pudessem difundir as suas criações.

Foi justamente naquele local que foram inseridas as supramencionadas “cartas” sob o pseudónimo Sempalhudo (escriba que não chega a revelar o seu verdadeiro nome), através das quais elabora comentários seguindo praticamente a estrutura da Corografia e tece considerações de certa forma pertinentes ao fornecer esclarecimentos acerca do arquipélago na altura, contributos da maior importância para a construção da História Local.

Assim, esta obra tenta fazer uma sucinta abordagem comparativa entre o conteúdo daquelas cartas e passagens do citado livro, complementando-a com fontes primárias, visto se estar perante o cruzamento de dois olhares, um exógeno (Chelmicki - estrangeiro) e outro endógeno (Sempalhudo - residente), que conjugados fornecem uma panorâmica bastante pormenorizada da sociedade cabo-verdiana nos meados do Século XIX, que se mostra de muito interesse visto serem raríssimas informações idênticas no contexto de Cabo Verde. 

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