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A Universidade de Cabo Verde através do Centro de Investigação para Género e Família (CIGEF) comemorou o dia Internacional da Mulher Africana no auditório da reitoria, no dia 31 de julho, no Plateau, em parceria com a RA-AMAO Renascença Africana - Associação das Mulheres da África Ocidental.

“Género, Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar” foi o tema central da conferência onde peritos, decisores e a sociedade civil partilharam ideais, considerando que é um tema que apela a todos.

A Pró-Reitora para a Pós-Graduação e Investigação, professora doutora Sónia Silva Vitória, afirmou que as mulheres constituem mais de metade da população representada, maioritariamente, no mundo rural, nos sectores da agricultura, na pesca e na transformação dos produtos, elas encontram-se numa situação de vulnerabilidade pela sua condição de mãe e de responsáveis pelo bem-estar das suas famílias.

“São também as mulheres que estão nas medidas de mitigação contra os efeitos extremos do clima e com impactos severos, como o desequilíbrio das florestas, as ameaças da escassez de água, as dificuldades agrícolas, a desertificação, a redução da biodiversidade, a proliferação das doenças tropicais. Pela nossa parte, enquanto Universidade de Cabo Verde, estamos empenhados em fazer tudo o que estiver ao nosso lance para a troca de experiências, concretizando eventos de cariz científico e técnico, permitindo o intercâmbio, a partilha de saberes sobre Género nas estratégias das Mudanças Climáticas nos seus diferentes domínios para mitigar, se não anular, os riscos sobre a segurança das nossas mulheres e das gerações vindouras” alertou Sónia Vitória. 

Lígia Fonseca, considerou que, não obstante a mulher africana ter alcançado algumas conquistas, há que se criar mecanismos de as proporcionar uma vida social, familiar e profissional mais plena.

“É preciso trabalhar também a nível das mentalidades porque muitas vezes a lei diz que somos todos iguais, mas no nosso dia-a-dia não nos comportamos como iguais e os dados dizem que os tempos da mulher são mais ocupados com as lides caseiras “, alertou a Primeira-dama.

Em relação ao tema da conferência “Género, Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar” explicou que a segurança alimentar é um direito que fortalece a condição de cidadania, o que, no entanto, não se reduz a ela mesma, mas diz respeito à articulação de diversos políticos.

O Dia da Mulher Africana é comemorado no Continente Africano e foi instituído durante a Conferência das Mulheres Africanas, ocorrida a 31 de Julho de 1962, em Dar-Es-Salam, Tanzânia, por 14 países e 8 Movimentos de Libertação Nacional.

convite dia mulher africana

 

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O Dia da Mulher Africana, 31 de Julho, é comemorado no  Continente Africano e foi instituído durante a Conferência das Mulheres Africanas, ocorrida a  31 de Julho de 1962, em Dar-Es-Salam, Tanzânia, por 14 países e 8 Movimentos de Libertação Nacional.

Este ano, para assinalar essa efeméride, a Renascença Africana - Associação das Mulheres da Africa Ocidental (RAMAO)   e a UNICV -  Centro de Investigação para Género e Família (CIGEF) da Uni-CV, debruçarão sobre a temática “Género, Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar”, um tema atual e de muita importância a nível global. Por isso a realização de uma Conferência, onde peritos, decisores e a sociedade civil irão partilhar ideais, considerando que é um tema que apela a todos.  As mudanças climáticas ou um desregramento climático deriva à modificação durável dos parâmetros em relação às atividades humanas (emissão de gases na atmosfera, ligada à exploração industrial, aos transportes, à desflorestação, à agricultura).

Tendo em conta a importância das mulheres no domínio da agricultura, todos os esforços centrados na redução da degradação do meio ambiente devem ter em conta  os obstáculos que as impedem de exercer o seu papel e de contribuir, da melhor forma, na salvaguarda do ambiente.

Constituindo as mulheres mais de metade da população representada, maioritariamente, no mundo rural, nos sectores da agricultura, na pesca e na transformação dos produtos, elas encontram-se numa situação de vulnerabilidade pela sua condição de mãe e de responsáveis pelo bem-estar das suas famílias. O Meio representa para essas mulheres o depositário dos meios de sobrevivência, de atividades e de recursos. Com a dinâmica de evolução do clima os ecossistemas estão sujeitos a mudanças cíclicas apresentando fases de secas que provocam incertezas sobre o futuro das populações.

No dia em que comemoramos mais uma efeméride sobre o 31 de Julho, DIA DA MULHER AFRICANA,  será realizada  uma Conferência alusiva à data, cujo tema será “GÉNERO, MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEGURANÇA ALIMENTAR. Uma jornada de reflexão cujo tema tem toda a pertinência, permitindo-nos debruçar sobre a necessidade de se ter em conta o fator género nas estratégias das Mudanças Climáticas nos seus diferentes domínios para mitigar, se não anular, os riscos sobre a segurança das  nossas Mulheres e das gerações vindouras.”

O evento terá início na sexta-feira, 31 de Julho, pelas 09h00, na Reitoria da Universidade de Cabo Verde, sendo que a Sessão de abertura será Presidida pela Primeira-dama, a Dr.ª Lígia Fonseca.

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