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  Presidente da AULP, Doutor Rui Martins

Uni-CV: Qual é a avaliação que faz deste XXV Encontro da AULP?

RM: É uma avaliação muito positiva porque conforme foi dito pela Reitora da Uni-CV, professora doutora Judite do Nascimento, nós tínhamos previsto uma participação de cerca de 200 pessoas, mas foi estendida para mais de 270 participantes que vieram de todos os países da região da língua portuguesa. Nesse sentido, acho que foi muito positivo porque tivemos imensas comunicações, vários painéis ligados à CPLP, ao seio das universidades portuguesas e ao conselho politécnico. Tivemos este ano, pela primeira vez, como observadora, a Universidade de Guiné-Equatorial. Para o próximo ano, já definimos o espaço do novo encontro em Timor Leste pela primeira vez.
Em 2007, tivemos aqui o nosso primeiro encontro em que a universidade tinha apenas seis meses, além disso a AULP nasceu precisamente em Cabo Verde, em 1986, portanto, creio que foi uma decisão muito acertado termos aprovado a organização do encontro novamente em Cabo Verde e numa zona que se está a desenvolver muito em termos de turismo, a Ribeira Grande de Santiago.

Uni-CV: Já são 25 reuniões que a associação organiza, o que acha que já foi concretizado nestes anos?    

RM: Pela associação passaram dirigentes que aprenderam com essa colaboração de inter-universidades de língua portuguesa, esses líderes adquiriram experiências que são fundamentais para o desenvolvimento do ensino superior dos seus países, como é o caso do professor António Correia e Silva que fez parte do conselho de AULP no passado, foi Reitor da Universidade de Cabo Verde e é atualmente Ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação. Para além disso, temos trabalhado para que os nossos encontros sejam cada vez mais científicos. Estabelecemos um prémio em 2006 para premiar a melhor tese de doutoramento das universidades de língua portuguesa. O prémio iniciou-se com apenas 3 ou 4 teses a candidatar-se. Neste momento já temos mais de 60 teses por ano. Este prémio é mais uma das características importantes de qualidade científica da associação. Por outro lado, temos em conta que inicialmente eram encontros de mais de Reitores. Nestes últimos anos, temos evoluído para encontros mais científicos com comunicações dos diversos colegas e participantes das universidades de língua portuguesa e com a publicação atempada das atas dos encontros, nomeadamente 3 meses depois do evento.

t31062400  Ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação, Doutor António Correia e Silva

Uni-CV: O que achou dos resultados deste XXV encontro e da participação de Cabo Verde na AULP?

ACS: Dizer que este encontro foi positivo, é dizer que superou as nossas expectativas, desde logo, porque organizaram este encontro com essa magnitude, participantes de diversos países, académicos de diversas áreas, diversas culturas, nas condições de Cabo Verde é sempre um enorme desafio. A Uni-CV chega ao fim deste encontro com um sucesso claro, inequívoco de ter tido uma grande capacidade de planificação, execução e coordenação. A Universidade Pública está de parabéns, tive a ocasião de dizer na minha intervenção que o governo enquanto entidade instituidora da universidade se sente orgulhoso desse sucesso. Também quero crer, não segui completamente, que há aqui sementes de futuro que foram lançadas à terra e que só daqui a alguns anos poderemos avaliar mais completamente o sucesso que isto teve. Portanto da forma imediata foi um sucesso, mas corremos o risco de sem subavaliar o sucesso que foi.

Uni-CV: Não querendo tomar algum protagonismo do nosso país, mas parece que Cabo Verde tem estado nos momentos mais importante para a realização desta associação?

ACS: Sim. Nós estivemos em 3 momentos, desde logo a fundação, nós trouxemos aqui a professora Luísa Ribeiro, porque foi uma das primeiras sócias da AULP, em 1986. Cabo Verde não tinha universidade e os dirigentes cabo-verdianos estavam embaraçados por isso, mas achavam que era importante dar o seu contributo numa dinâmica associativa fundamental para a defesa da língua portuguesa e da cultura lusófona e portanto a AULP nasceu aqui, é o seu berço de origem. O primeiro encontro da AULP em Cabo Verde aconteceu quando a Uni-CV tinha acabado de nascer, no seu primeiro semestre de vida. Foi um desafio enorme que chegou a dar frio na barriga, mas sabíamos que iam estar muito virado para o desenvolvimento da Uni-CV. Hoje posso dizer que, estarei com certeza ser inconfidente, o encontro foi bem-sucedido no sentido de ter gerado frutos. Vários mestrados na Uni-CV resultaram daquele encontro, mas sobretudo honrámos a associação e demos as condições de trabalho aos nossos parceiros e estamos hoje de regresso ao momento da consolidação da Uni-CV em que os desafios são outros como o curso de Medicina e a Escola do Mar, a academia nunca para. Portanto, mas precisamos de reforçar as parcerias nomeadamente com as universidades africanas, com universidades europeias para criar consócios de candidatura a grandes fontes de financiamentos. Eu devo aqui puxar um pouco a brasa para a nossa sardinha para lhe dizer que estamos abrir oportunidade junto União Europeia e a possibilidade de participar no programa horizonte 20 20, que é o maior programa científico do mundo e tem mais meios. Alguns consócios que se desenharam aqui, traduzir-se-ão depois em projetos de busca de financiamento europeu para dar-nos um salto ainda maior.

t30686720  Reitora da Universidade de Cabo Verde, professora doutora Judite Medina do Nascimento

Uni-CV: Como entidade organizadora, como foi o processo para chegar aqui?      

JN: Encarámos este grande desafio de organizar uma reunião deste calibre, mesmo fazendo parte de uma universidade pequena. A Uni-CV é a maior Universidade de Cabo Verde, apesar de ser uma universidade pequena no seio da associação. Nós esperávamos receber mais de 200 pessoas. Realmente foi um grande desafio, apesar de ter havido muitas situações de stress na procura dos patrocinadores e na organização interna para pudermos ajustar-nos às características do evento. Foi um trabalho intenso de equipa, uma grande equipa constituído por estudantes, funcionários e professores da Universidade de Cabo Verde e conseguimos, estamos cá, estamos a encerrar e o balanço foi positivo e nós estamos muito felizes com isso.

Uni-CV: A organização deste evento poderá trazer outros benefícios futuros?

JN: Eu penso que sim. Normalmente as reuniões são organizadas alternadamente, todos os países membros terão que acolher uma vez a reunião. Calhou-nos realizar o XXV encontro e tivemos que assumir. É um desafio e nós abraçámos.

Uni-CV: E a avaliação global?
JN: A avaliação global é positiva. As pessoas saíram contentes, toda a gente elogiou, ainda não tive alguma reação negativa. Depois faremos as reuniões internas e o balanço e veremos quais os pontos menos positivos em que nós poderemos ajustar e melhorar para próximo evento.

 

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O XXV Encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) reuniu uma média diária de mais de 400 participantes, no que se revelou um sucesso da organização do evento, na divulgação de conhecimento e investigação e na concretização dos objetivos propostos para este encontro que decorreu de 15 a 17 de julho, no Hotel Vulcão, na Cidade Velha.

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A Sessão Solene de Abertura, que decorreu no dia 15, contou com o Primeiro-Ministro, Dr. José Maria Neves, o Ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação, Doutor António Correia e Silva, um representante da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, o Secretário dos Assuntos Sociais e Cultura do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Doutor Alexis Tam, o Reitor da Universidade de Macau, Prof. Doutor Wei Zhao, o presidente da AULP, do Prof. Doutor Rui Martins e a Reitora da Uni-CV, Professora Doutora Judite Medina do Nascimento.                                                             

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Durante os três dias do evento, foram realizadas mais de setenta comunicações distribuídas em três salas diferentes, que resultaram da pesquisa realizada pelos investigadores universitários, dos quais fizeram parte desde membros das equipas reitorais das universidades representadas, docentes, estudantes, e mesmo funcionários de gabinetes dos governos dos países da CPLP.

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No evento estiveram presentes cerca de 200 instituições, entre universidades, institutos e politécnicos, além de diversos gabinetes dos sete países envolvidos, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, e Macau.

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O evento decorreu em simultâneo com reuniões do Conselho de Administração e Assembleia-geral da AULP, de comissões da CPLP, e uma Feira de materiais laboratoriais no âmbito do encerramento do segundo ano letivo do PGCD, além de exposição das empresas parceiras, das edições Uni-CV e AULP. Como animação cultural, os participantes ainda puderam assistir a atividades culturais promovidas por estudantes

Os painéis foram iniciados com o tema "Políticas e estratégias de cooperação para o desenvolvimento nos países de língua oficial portuguesa e perspetivas para o pós-ODM". O primeiro dia do evento terminou com a apresentação e lançamento da obra reeditada “A Ilha do Fogo e as suas Erupções” de Orlando Ribeiro, no âmbito da comemoração do XXV Encontro da AULP.

No segundo dia, as comunicações debruçaram-se sobre os temas: "A difusão e desenvolvimento da língua e literatura portuguesa", "A plataforma continental marítima", "A presença do mar na cultura expressa em português" e "Novos desafios das Universidades membros da AULP".

O último dia foi reservado para uma mesa redonda em paralelo da Universidade Federal de Minas Gerais, a sessão de encerramento do programa de Pós-Graduação em Ciência para o Desenvolvimento e sessão solene de encerramento do XXV Encontro da AULP. De tarde, os participantes ainda tiveram a oportunidade de visitar alguns dos locais mais emblemáticos da cidade da Praia.

O evento teve uma forte participação da comunidade académica, sendo que todo o papel de organização do mesmo foi realizado por elementos da equipa reitoral, funcionários, docentes e estudantes.

O evento terminou com uma visita à ilha de Santiago no sábado, dia 18.

O encontro foi realizado no âmbito das comemorações dos 40 anos de Independência de Cabo Verde e contou com a parceria do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação, Ministério das Relações Exteriores, Hotel Vulcão, Unitel T+, Banco Comercial do Atlântico e da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Emprofac, Forças Armadas e Boavista Futebol Clube da Praia.

O próximo encontro realizar-se-á em Timor-Leste.

 

XXV Encontro da AULP está quase: Protocolos preparam-se para o evento!

Programa do XXV Encontro da AULP

Cronograma do XXV Encontro da AULP

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O XXV Encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa inicia-se no dia 15, próxima quarta-feira. O evento que promete ser um dos maiores da Universidade de Cabo Verde em 2015 já começou a ser planeado há muito pelas comissões responsáveis, uma delas é a de protocolo que iniciou um programa de formação de dois dias de 8 a 9 de julho.

Os formadores, as professoras Sandra Lima e Sara Spínola e o estudante responsável pelo protocolo da Associação Académica, Joel Cruz, reuniram mais de duas dezenas de estudantes que trabalharão como protocolos no evento nas áreas de logística, transfer, apoio de sala e receção.

 

Uni-CV realiza XXV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa de 15 a 17 de julho

A Universidade de Cabo Verde realiza o XXV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) sob o lema "Novos Desafios para o Ensino Superior após os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio", nos dias 15 a 17 de julho, no Hotel Vulcão, na Cidade Velha. O evento vai contar com mais de 250 participantes de diversas universidades da CPLP.

A agenda do encontro abordará diversos aspetos em torno do tema central dos Objetivos do Milénio (ODM) com uma distribuição de cincos painéis: Políticas e estratégias de cooperação para o desenvolvimento nos países de língua oficial portuguesa e perspetivas para o pós-ODM; A difusão e desenvolvimento da língua e literatura portuguesa; A plataforma continental marítima; A presença do mar na cultura expressa em português; e Novos desafios das universidades membros da AULP.

O dia 15 será dedicado à reunião do Conselho de Administração da AULP e à Sessão Solene de Abertura, da qual farão parte o Primeiro-Ministro, Dr. José Maria Neves, o Ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação, Doutor António Correia e Silva, o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Dr. Manuel Monteiro de Pina, o Secretário dos Assuntos Sociais e Cultura do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Doutor Alexis Tam, o Reitor da Universidade de Macau, Prof. Doutor Wei Zhao, o representante do Conselho de Administração da AULP, do Prof. Doutor Rui Martin e a Reitora da Uni-CV, Professora Doutora Judite Medina do Nascimento.                                                             
Os dias 16 e 17 serão destinados às conferências e sessões paralelas de apresentações temáticas. No dia 17 à tarde realizar-se-ão excursões aos centros históricos da cidade da Praia ou da Ribeira Grande de Santiago (Histórica Cidade Velha). Para o dia 18, está marcado uma visita opcional à Ilha do Fogo.

O encontro será celebrado no âmbito das comemorações dos 40 anos de Independência de Cabo Verde e conta com a parceria do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação, Ministério das Relações Exteriores, Hotel Vulcão, Unitel T+, Banco Comercial do Atlântico e da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Emprofac, Forças Armadas e Boavista Futebol Clube da Praia.

A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) é uma Organização não-governamental internacional que promove a cooperação e troca de informações entre Universidades e Institutos Superiores. Tem mais de 140 membros dos países de língua oficial portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor - e Macau. Um dos desses membros é a Universidade de Cabo Verde.

Fundada no dia 26 de Novembro de 1986, a AULP promove a colaboração multilateral entre as universidades dos países de expressão portuguesa e multiplica esforços no sentido de consolidar laços e promover ações conjuntas entre os seus membros, para que se opere o reconhecimento da importância e da força desta comunidade de pessoas que falam a língua portuguesa e, sobretudo, que fazem investigação em estudos superiores.

A reunião que deu origem à Associação foi realizada em Cabo Verde - Declaração da Cidade da Praia. O Dr. António Simões Lopes foi o fundador da AULP e foi Presidente da Associação desde a sua constituição até 1996. Onze anos depois foi apresentado o XVII Encontro da AULP, subordinado à temática "A Universidade em Rede", realizado na Cidade da Praia sobre os auspícios da Universidade de Cabo Verde.

Este será um dos maiores eventos da Universidade de Cabo Verde este ano. Para mais informações consultar: http://aulp.org/

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